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BIOGRAFIA

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Vida Pessoal

Lázaro Tôrres, fotógrafo, testemunha e protagonista do cinema novo, contista, escritor e autor de alguns romances, nasceu em Aracaju (SE) em 1941 e cresceu em Salvador (BA). Em 1965 conheceu Marianne Ida Böker Tôrres, quem lhe introduziu no mundo da fotografia e por quem se apaixonou. Marianne e Lázaro se casaram (1970) e tiveram duas filhas. 

 

Carreira

Cinema

Teve seu primeiro interesse pelo cinema em 1959, aos 18 anos, participou da equipe técnica da coprodução franco-brasileira "Le tout pour le tout". Entre 1962-1964 participou do grupo jovem da crítica cinematográfica lançado pelo SDN e passou pelo jornalismo cinematográfico.

Em 1964 escreveu o argumento, roteiro e dirigiu o curta-metragem Briga de galos (35mm), premiado como melhor documentário, no Festival do povo, em Napoles. Ainda neste ano, participou como, assistente de direção do filme "Vida por vida" (35mm). Em 1969 realizou o roteiro e dirigiu o documentário cidade dos deuses  (16mm). Em 1970 iniciou o curta Carrego de omolu (16mm), depois nomeado O Carrego (1976) participou da V Jornada de Fotografia de Carlos Athayde e do Quartas Baianas, na Sala Walter da Silveira em 2004.

 

 

Fotografia

Em 1966 participou do I salão da fotografia contemporânea, sendo um dos seus idealizadores e Participou da Sala Especial de fotografia, da I Bienal Nacional de artes plásticas. Em1967 participou do Foto Cine Clube da Bahia, colaborando com a realização de cinco salões de fotografia (1967-1977). A partir de então fez sua primeira individual de fotografias na Galeria artes bar (BA), Segunda individual na Galeria 114 (1968), I Feira baiana de arte moderna (1968), II Bienal nacional de artes plásticas (1968). Em 1971 expôs suas fotografias no Instituto cultural Brasil-Alemanha (ICBA). Em 1973 participou da exposição coletiva Fotonova, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAMB), Participou também da exposição FotoBahia80, no foyer do TCA de dezembro de 80 a janeiro de 81.

Participou do Foto Cine Clube da Bahia – FCCB em 1967, e, a partir do mesmo ano, começou a participar de exposições coletivas e salões de arte. Dirigiu o departamento de fotografia do jornal Tribuna da Bahia, de 1972-1975, fotografou para a Revista Manchete e demais revistas da BLOCH. Em 1975 fotografou pra o Jornal A Tarde.

Em 24 de abril de 1971, sua produção fotográfica foi enaltecida por Pierre Verver, na página 8 da Tribuna da Bahia. Em 1993 foi designado Chefe do setor de Fotografia e laboratório, da Secretaria Municipal de Comunicação Social (SMCS). Se aposentou como Reporter fotográfico na secretaria extraordinária de informação e divulgação da Prefeitura Municipal de Salvador-PMS (1980-2007).

Literatura

Lázaro também se dedicou a literatura, colocando sob a caneta, toda a sua sensibilidade, em palavras. Desde menino encantou-se pela a literatura. Com cerca de 20 anos, lia e discutia autores como Fernando Pessoa, Camões, Tolstoi, Edgard Alan Poe, Kafka, dentre outros. 

 

Conhecido como ""o intérprete da realidade", era sensível aos conflitos humanos. Retratou o amor exacerbado, as histórias da Bahia, destacando personagens que lembram nossas próprias histórias. Em 1980 elaborou o livro de contos “Guerras, gomes e os outros”. Além das coletâneas Contos das quatro estações (1982). Oitenta -Poesia e Prosa (1996), publicou diversos contos como: Uma noite, uma vida (1990), Sonho, que conquistou medalha de prata no concurso instituído pela Revista Brasília (1991), Angústia da paixão (1994), O castigo (1996), Um dia, paixão (1998) e Corações de pedra (2000), dentre outros. Publicou também os romances: A última lágrima (1992) e Morte na rua das flores e outros contos (1997) que retratam o amor do povo brasileiro, as castas sociais menos favorecidas e em especial a cultura baiana. Dizia: "É uma contribuição para que elas saibam que existem as misérias do mundo". Em 2001 venceu, em primeiro lugar, na categroria conto, o Concurso Literário Cidade do Salvador, com o conto A vingança.

O Acervo Fotográfico

Após o seu óbito (2016), sua família vem resgatando seus trabalhos que foram organizados em dois acervos: Acervo Literário e Acervo fotográfico. O Acervo Lázaro Tôrres Fotografia, inicialmente organizado por Patrícia Martins, teve apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Organizado por Lara B. Tôrres e Marthinha B. Tôrres — neta e filha do fotógrafo —, o acervo vem sendo cuidadosamente preservado e digitalizado, tornando-se um legado vivo da fotografia baiana e um convite à reflexão sobre memória, cultura e política, representando uma grande contribuição a fotografia baiana.

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